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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vivendo Propósitos na Universidade - Parte 2

A motivação da narrativa nasceu de uma conversa com uma amiga. Naquele momento o texto limitou-se a alguma linhas, porém achei por bem continuar escrevendo e com isso dar a oportunidade de mais pessoas conhecerem uma parte da história de um estudante brasileiro que como tantos outros, arrisca novos desafios no velho continente e tem experiências que marcam um novo roteiro na sua vida. 

Retornando aos meus “devaneios” e que em grande parte do tempo me faz sentir um maluco, te conto mais sobre a minha história nestas terras.
Depois de receber a notícia que iria ficar para os estudos, uma nova direção foi delineada. Fui conhecendo mais as igrejas daqui (Porto, Matosinhos, Maia), algumas amizades foram conquistadas, a vida sentimental teve outra oportunidade, trabalho na minha área profissional surgiu, e, acima de tudo, a vida longe de casa foi sendo uma escola onde o nosso Mestre é o nosso maior Senhor. 

Assim, quando entrei na universidade a primeira ideia que tive era a de que deveria fazer o meu melhor curso. Isto: o meu melhor! Mas como poderia ir além das minhas limitações? Tive que buscar algumas soluções. Procurei então desde o início traçar os meus objetivos. A princípio senti uma pequena dificuldade de integração, mas isto passou depois de duas semanas. Conheci um colega muito gente fina, uma portuguesa que me acompanhou desde então. Fizemos todos os trabalhos juntos, e confesso sem a ajuda recíproca entre nós eu não teria conseguido atingir aqueles objetivos iniciais. Aí descobri outro princípio: “precisamos ser humildes e aceitar a ajuda dos outros, pois ninguém consegue ir tão bem sozinho”. Descobri que precisamos uns dos outros em todas as áreas de nossas vidas.

Naquele primeiro ano do mestrado a vida universitária manteve-se sem grandes emoções. Fora da universidade, no entanto, algumas experiências ajudaram a me tornar num humano melhor. Pude sentir na pele a experiência de um imigrante, e de que estar longe de tudo e de todos realmente é uma dificuldade, porém, quando superada positivamente se torna em experiências gratificantes e prazerosas.

Uma das dificuldades que tinha enquanto “sonhador” era de como faria para ser um melhor aluno. Você deve imaginar como é, afinal, todo mundo sabe o que quer, mas como fazer para chegar mais adiante aí complica! 

Eu vim do Brasil sem me programar. Mas, depois que aqui estava e logo a partir do momento que decidi ficar, a palavra “programa-se” teve que passar a fazer parte da minha vida. Percebi que se eu não tivesse um programa de vida e de estudos não conseguiria atingir os objetivos. Programei desde o meu levantar ao meu deitar. Programei encontros, almoços, viagens, aulas, congressos, café da tarde, número de horas de lazer, horários de igreja, ensaios, futebol, etc., tudo que tinha a ver com atingir metas coloquei nos programas. E isto me facilitou a vida. Embora não fosse um gênio, tinha o segredo da lâmpada! Até hoje quem vai me visitar em casa pode ver na parede de entrada uma lista do programa do mês: que vai desde o café da manhã até o jantar, os sites de pesquisas, hora do almoço, das viagens, do tempo de estudo, bem como o convite a uma garota para vir ao cinema comigo (se conseguir é outra história!).

Bom, eu disse que 2010 seria o melhor ano da minha vida, e na verdade foi até naquele momento. Mas sempre há boas surpresas para quem as espera, e um ano depois a história foi melhor. No fim de 2011, no momento “retrospectiva” eu falando com Deus sintetizei: “este ano será quase insuperável”. Foi espetacular! Tive as melhores experiências até ali. Pequenas e grandes portas se abriram. Eu entrei em todas.
Mas, sabendo que Deus conhece os nossos pensamentos e escreve a nossa história, deixei as portas abertas para os melhores dias. Na verdade, pensava que em 2012 voltaria para casa, com todos os objetivos cumpridos. Mas de fato, a história continuaria no velho mundo.

Espero continuar numa próxima oportunidade. Veremo-nos na próxima parte.

Saudações a todos. Mantenham-se firmes. “Aquele abraço!”.

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