Translate

sexta-feira, 24 de maio de 2013

COMO CONSEGUIR SUCESSO ACADÊMICO SEM SER UM CDF?

Apresentação conferida no ciclo de apresentações do Ignite Portugal (ISCAP, Porto). Segue em formato de comunicação direta.




1. POR QUE OS...
...CDF’S sempre são os escolhidos!?
.. CDF’S sempre são amados pelos professores!?
... CDF’S sempre conseguem o curso que querem!?
... CDF’S estudam muito e acabam com qualquer hipótese das nossas pretensões!?
... CDF mesmo dormindo aprende mais do que eu!?
2. Como faço para “derrotar” um CDF?
Mato-os?
Isso! A única hipótese é matar!
Mate a insegurança, o medo (de não tentar), arrisque!
Frequentemente pensamos que SÓ ELES serão os escolhidos (pois são especiais). Mas, nem sempre os especiais ganham tudo! Há alternativas, não se preocupe! Há lugar para os normais!!
3. Posso ser escolhido mesmo sendo um normal?
Pode!
Como?
Mostre suas qualidades! (aí “ferrou!” Regressamos ao conceito dos CDF’S, o típico “padrão” de vencedor!) Porém, não se preocupe!! Temos qualidades que ultrapassam o conhecimento “nato”.
4. Onde está a nossa diferença?
Flexibilidade (não somos absolutos em nossos pensamentos) – já que não temos certezas!
Portanto, somos adaptáveis, resilientes!
5. Precisamos de um projeto, objetivo, organização, ideal pessoal!
Decida o que quer! Faça escolhas! Não se intimide com a grandeza da sua escolha!
6. Tenha paixão por aquilo que deseja!
A paixão é um capital do conhecimento (Paul Alops). Paixão é a energia humana!
7. Invista todas as suas forças neste objetivo!
 Vocês só convencerá alguém se depositar toda sua energia no que está a fazer!
Tempo, doe-se ao seu projeto, seu sonho!
O sono é menos importante do que o seu sonho. Acorde!
Tudo que tenha relação com o que você deseja aparecerá aos seus olhos! (princípio da atração!).
Às três da manhã entrei num site que informava o prazo final para envio de trabalhos para participação no painel de um congresso internacional de direito. Olhei para o relógio estávamos um dia atrasados! De repente vi que tínhamos duas horas de diferença, antes que finalizasse o dia naquele país (devido o fuso horário). Levantei, peguei o computador e escrevi algumas linhas do que já tinha mais ou menos organizado, e enviei o projeto da apresentação nos últimos segundos do dia! Meses depois havia sido admitido e convidado para apresentar na conferência!
8. Espere maus resultados! (minha história, com o professor da Universidade de Salamanca)
Mandei um email ao professor de direito privado falando que estudava o mesmo aqui em Portugal, mas queria fazer um doutorado na Espanha que conciliasse temas nesta área. Misturei temas que não tinha lógica!! A resposta me pôs em interrogação! Mas no fim tive respostas fantásticas, esclarecedoras, que me ajudaram a entender mais o contexto dos projetos de doutoramento.
9. Seja aberto a relacionamentos!
*Nisso ganhamos dos nerd’s!!
Os relacionamentos abertos ligam as pessoas! Também te ligará aos professores!
10. Perspectiva positiva na comunicação
Trate com boa perspectiva as informações que deseja obter. Confie no que está a falar e a pedir. Mostre certo conhecimento do que está a se referir (os mínimos conhecimentos já são suficientes!). O mais importante é a perspectiva positiva sobre o assunto!
11. Valorize as suas pretensões, logo os professores te valorizarão.
12. Acredite no que busca, logo os professores acreditarão que há algo para ser buscado.
13. Ninguém domina todo o conhecimento sobre uma área do saber, logo há espaços para outras perspectivas.
Onde há dúvida, há possibilidades! Portanto, nós os “normais” somos especialistas em dúvidas! E é neste campo que podemos nos sair melhor, apresentando dúvidas. Propostas nunca são certas ou finalizadas (ou seja, são dúvidas num esboço). Por isso, não tenha medo de errar!
14. Seja você, mas num plano melhor!
Seja autêntico, seja original, mostre a sua personalidade. Mas, mostre sempre o seu melhor!
Desde os primeiros contatos costumo me comunicar com os meus orientadores sempre de uma maneira respeitosa, porém, não tão formal. Utilizo palavras simples, mas sem perder o domínio do assunto. Com os orientadores espanhóis, costumo escrever diretamente em espanhol no corpo do e-mail, o que resulta evidentemente em pequenas falhas de escrita do idioma, mas isto mostra o meu interesse, esforço e a minha originalidade, além do contato pessoal ser mais próximo e autêntico.
15. Não se canse de contactar!
Contactei mais de 50 professores orientadores, em mais de 15 instituições de excelência internacional. Digo: contato pessoal, personalizado. Tive respostas de quase todos. Num período de 2 anos. Quando um deles não sabia me dar a resposta, me passava o contato de outro professor da mesma instituição, e íamos evoluindo na comunicação, mencionava o contato anterior e assim  por diante.
16. Comece hoje!
Não hesite em começar! Mesmo pensando que não está no momento oportuno ou que falta muito para chegar à fase de doutoramento (ou mestrado, pesquisa, etc.), inicie agora a comunicação!
Eu comecei dois anos antes. Isto é, estava numa fase anterior, não tinha os requisitos naquele momento, mas o contato com os orientadores me possibilitou prever situações, e, sobretudo, possibilitou conhecer o desconhecido (não conhecia projetos, não sabia como elaborá-los, não sabia que documentos juntar, prazos, etc.).
17. Nem todos são admitidos na primeira tentativa.
A burocracia e a falta de informação podem ser os principais impedimentos.
Mas, use e abuse da sua comunicação. Mesmo se não for admitido na primeira seleção, insista um contato direto com um orientador, ou com o chefe dele!
Concorri ao doutoramento da Universidade de Vigo. Segui o procedimento, mas no final da fase fui excluído, sem justificação. Contudo, não desisti, fui falar diretamente com o coordenador do doutoramento e expus o meu descontentamento, ele me indicou que falasse com um orientador, pois era necessário a admissão prévia por este (mesmo que não constasse esta informação no edital). Numa manhã deveria resolver isso. Fui em vários departamentos buscar respostas. Mandei e-mail ao professor Catedrático, à outra professora Catedrática (jubilada), um deles contactou outro professor, e passado duas horas encontrei um professor que já tinha sido informado que eu o procurava (me chamou pelo nome: Fábio é você?). Ele aceitou ser o meu orientador!
18. E agora?
A nossa resposta é simples: será admitido! Obterá sucesso acadêmico!
Reunidos estes princípios de modo prático não há alternativas, algum professor irá te aceitar! Ou aceitará as suas propostas ou de um jeito ou de outro irá fazer uma proposta para ti! Ele verá em ti um potencial doutor! (mestre, pesquisador, etc.) Você tem os princípios básicos da versatilidade, resiliência, adaptação às dificuldades, gosto pelo desconhecido, gosto pelo risco, pelo desmedido. É isso que qualquer professor orientador quer: um aluno apaixonado pelo futuro! Apaixonado pelo projeto dos projetos: a dedicação, persistência e exaustão!

19. Um “normal” que foi admitido em três doutoramentos em três universidades de excelência. Como isso?
- Paixão pelo projeto pessoal
- Fé
- Trabalho
- Persistência
- Comunicação
20.  Muito obrigado!!
Sou Fábio Veiga.
Doutorando em Direito Empresarial – Universidad Complutense de Madrid
Doutorando em Direito Empresarial – Universidade de Vigo
E, incrivelmente, após a exposição desta apresentação no Ignite Portugal, tive resposta da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), informando que fui aprovado com a bolsa do Doutorado Pleno no Exterior 2013!
Coloco-me à sua disposição, é só se comunicar comigo. Um abraço!

 

8 comentários:

  1. Pois, apesar de tantas dificuldades que a vida nos impõe, a enorme vontade e persistência e teimosia sendo esses alguns dos fatores da "fórmula-mágica" que nos leva até ao sucesso.
    Parabéns! muito bom trabalho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito interessante o comentário, Josiel.
      Persistência, teimosia, são princípios basilares para atingir objetivos!
      Obrigado pelo comentário.
      Abcs.

      Excluir
  2. ou seja... puxe saco e sejas um merda!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Renato,
      Remeto comentário sobre o tema "puxa-saquismo" no comentário anterior dirigido ao "Anônimo".
      Obrigado por participar.

      Excluir
  3. Estamos agora a exaltar os profissionais que não estão preparados, porém possuem amigos “contatos” e sabem ser inconvenientes para com todos até obter aquilo que procuram? Acredito que isso é comparado a muitas atitudes de pessoas sem caráter que sobem na vida aproveitando-se de oportunidades alheias.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Prezado Anônimo.
      Antecipando a sua interpretação sobre o texto, é importante ter a informação de que o texto foi objeto de uma apresentação num Círculo de Acadêmicos de Gestão/Administração, isto é, estudantes que trabalham eminentemente com o domínio da superação, cujo fim, grosso modo, é atingir objetivos.
      Para isso, existe uma série de princípios que orientam a consecução de projetos. E isto inclui, evidentemente, os relacionamentos. Não queremos dizer que relacionamentos são produdos do "puxa-saquismo", neste ponto, somos incisivamente contrários. Somos a favor, antes, dos relacionamentos como união de forças, de interesses em comum. Mas isto é uma discussão que poderia indicar em outro âmbito dos estudos, principalmente se puder acessar textos ligados à Comunicação e Gestão. De momento, sublinhamos que a interpretação referida no seu comentário é contrária a inspiração do texto.
      Agradeço o comentário.
      Abcs.

      Excluir
  4. Desde há alguns anos, vem se colecionando declarações grotescas e sobretudo insultuosas proferidas por pessoas, "intelectuais", não só a esta ou àquela pessoa, com a tendência compulsiva de intimidar. O indisfarçado desejo de querer ser, tudo isso sublinhado pela presunção de infinita inferioridade moral, que assim se revela, pelo contraste com a conduta, um traço inconfundivelmente psicótico, em que a pessoa perde o contato com a realidade.

    ResponderExcluir